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terça-feira, 6 de março de 2018

Apresentação de protagonistas: como melhorar o começo da sua estória!


Se você não conhece nossa postagem sobre primeiros capítulos, recomendo dar uma leitura nela. Especialmente se está em dúvida se o seu começo é bom.

Afinal, qual uma das maiores dificuldades em começar bem a sua estória?

Deixá-la interessante, de fato. Mas, afinal de contas, o que deixa a sua incrível estória que será o próximo sucesso do My Light Novel, o qual os revisores vão cair do céu querendo revisar e os leitores vão se apaixonar, tão desinteressante?

A má apresentação do que importa.

Vamos rever a postagem de primeiros capítulos, aqui vai uma série de perguntas que precisam ficar bem claras:
  • Quem é o protagonista?
  • Onde a estória se passa?
  • Qual o ritmo da estória?
  • Algo deve acontecer. O quê?


Parece complicado. Mas vamos abordar algumas formas de fazer isso de maneira eficiente! Primeiramente, aqui vai uma dica importantíssima: você NÃO DEVE explicitar tudo logo de cara. Não nos conte os mínimos detalhes do seu mundo. Eu não quero um manual de como é o mundo a sua história, como a sociedade funciona nem nada, eu quero que você me mostre.


E como você pode mostrar? Posicionando o protagonista em sua apresentação. Vamos lá, se você está lendo isso, vou assumir que já sabe quem é o seu protagonista, o que ele faz e no que a estória interfere com ele ou ele com a estória. Hora de colocarmos isso na prática.

Alguma coisa precisa acontecer com o seu protagonista. Ele foi ajudar a limpar a casa do avô e do nada surge uma garota com pouca roupa em cima dele como em Kaii? Ou então ele é mais próximo de Isamu Fatou, de A Borboleta na Tormenta, quem tem um sonho profético, acorda atrasado e vai para a escola, na Alemanha?

Repare em algo muito importante, algo acontece com o protagonista e aprendemos quem ele é. O primeiro passo para um bom começo é apresentar de maneira eficaz o protagonista. De tal forma, aqui vai mais uma dica muito legal do que não fazer para apresentar seu protagonista direito: descrever ele como uma lista de supermercado.

Era um rapaz normal. Tinha 1,80 de altura, cabelo castanho escuro, olhos cansados igualmente castanhos, usava um casaco preto por sobre sua camisa branca, uma calça-jeans velha e sapatos all-star.

Jamais faça isso. JAMAIS. Ou o Vong vai assombrar você no meio da noite. A descrição do personagem acima é igual a descrição de uma porta. Ela pode ser de madeira velha, dura, ranger ao abrir, mas continua uma porta sem personalidade. Não sabemos quem seu personagem é. Você só nos descreveu ele como quem descreve a mobília para vender no mercado livre.



Agora, volte lá na postagem em que citei o exemplo de BNT, note que frisei a parte da Alemanha, por quê? São pequenos detalhes, mas bem jogados que tornam seu protagonista diferente. E pare com essa de era um rapaz normal até a nação do fogo atacar. Ninguém quer ler sobre o cara normal. 


Falamos da aparência do protagonista e de como ele é no presente, mas e o passado dele? Nosso passado nos molda a todo momento, o mesmo vale para os protagonistas de nossas light novels. Se o passado do seu protagonista for importante para que o leitor compreenda quem ele é no começo, você precisa definir se vai falar de quem ele é ou quem ele foi.

Peguemos o Brayan, protagonista de Estrela Morta, como exemplo. O passado dele é um ponto-chave da estória, mas nunca é explicado detalhadamente para nós nos primeiros capítulos. Sabemos o bastante de início para compreender o que está acontecendo com ele, mas mais informações são reveladas aos poucos para montarmos o quadro de quem foi o Brayan antes de se juntar à Estrela Morta.



Mas não existe somente um jeito de se fazer isso sem nos dar vontade de vomitar lendo a primeira página da sua light novel. Vamos ao começo de um dos meus filmes favoritos, A Nova Onda do Imperador:

"Há muito tempo, em algum lugar no coração da floresta..."
Olha só, tá vendo que coisinha ridícula? Você não vai acreditar, mas essa lhama que você tá vendo aí já foi um ser humano. E não um ser humano qualquer, já foi um imperador. Rico, poderoso, cheio de carisma. Pois é, essa é a história dele. Aliás, a minha história.

Esse também é um recurso bem válido. Nos mostre o seu protagonista em uma situação complicada, quando as consequências das ações dele do passado já o afetam - no caso do Kuzco, ele virou uma lhama - para então usar de um flashback e nos contar o que aconteceu até aquele ponto. 

Full Metal Alchemist também faz uso desse recurso. O começo da obra foca nos irmãos Elric já tendo pago o preço por tentar reviver a mãe, só então voltamos e descobrimos como tudo aconteceu e por que eles saíram em uma jornada. Não deixe que ordem cronológica o impeça de deixar o começo interessante.



Por fim, vamos a uma indicação do administrador, o Hikaru Konran, Hellblade Senuas's Sacrifice. 

Olá. Quem é você? ...Não importa. Seja bem-vindo(a). Você está a salvo comigo. Eu ficarei aqui, bem perto de você, para que eu possa falar sem alertar as outras. Quero falar sobre a Senua. A história dela já teve um fim, mas, agora, ela começa de novo.
Esta é uma jornada até os confins da escuridão. Não haverá mais histórias para se contar após esta.
Oh, perdoe minha grosseria. Nunca contei a você sobre as outras... Você ouve elas também, certo? Elas estão por aí desde a tragédia.
Bem... isso não é totalmente verdade. Algumas são antigas, outras são novas, mas elas... mudaram. Acho que a escuridão as transformou do mesmo jeito que transformou ela.

O que temos de diferente aqui? Tem alguém conversando com o narrador e nos contando a história de Senua e menciona as vozes, isso já nos informa bastante sobre o clima, ritmo da história e seu narrador. Nos mostra uma voz narrativa diferente e interessante.

Mas o que podemos tirar de todos os exemplos? Que tem várias formas de começar uma estória de maneira interessante, é óbvio. Mas o que torna interessante de fato um começo é como você trabalha com que está apresentando. Não deixe o leitor entediado, coloque ele para entender o que está acontecendo e o deixe curioso para saber o que vai prosseguir.

Você pode fazer uso de recursos como A Jornada do Herói (Confira nossas postagens sobre ela - parte I e parte II), bem como arcos de personagem (positivo e negativo), mas o importante é como você nos convence a ler sua história só pelo começo! Se for clichê demais, não vamos querer ler!

Lembre-se sempre de mostrar o objetivo da sua estória. Se as consequências das ações do personagem levam ele até um ponto A, ele precisa concluir isso para ir para o ponto B. Um bom planejamento é um baita diferencial para a sua light novel.


Jogue seu personagem na ação e vá aos poucos nos mostrando as circunstâncias que o cercam. Jogue ele de um penhasco e o coloque para contar como as coisas acabaram daquele jeito. Mostre um dia de aula solitário, para, no final, descobrirmos que o melhor amigo dele está desaparecido e ele decidir começar investigações. É o seu primeiro capítulo que ditará o clima para prosseguirmos, se será uma viagem turbulenta sem tempo para parar, uma montanha russa com altos e baixos, ou uma dança bem ministrada.

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