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domingo, 5 de junho de 2016

A Jornada do Herói - Parte 2!


"Depois de enfrentar seus desafios na Caverna do Desconhecido, vencendo Linus – O Vilão do Limiar, o Herói decide voltar à cidade em busca de descanso. Entretanto, ele não está mais sozinho. Secundária, uma assassina que carrega o título de “Zero Absoluta”, devido a sua personalidade fria e passado sombrio, e Terciário, aquele que carrega o fardo de ‘Bardo bêbado de bebida boa’, acompanham-no nessa jornada de volta à vila.”

Ah, é, esqueci das apresentações dessa vez. É que a história do Herói merece um foco maior do que eu me apresentando.
Boa noite aos senhores! Esta é a segunda parte do post sobre a Jornada do Herói, a base da maioria das histórias de fantasia. Coloque a mochila nas costas, prenda as armas no cinto, e saiba mais sobre esse ciclo tão interessante.

Se bem me lembro, estamos no “Ventre da Baleia”. É nessa parte da história em que o personagem heroico fará novos amigos – no nosso caso, Secundária e Terciário -  e inimigos também. Afinal, o que seria do herói sem o vilão? O que seria de Eragon sem Galbatorix, de Luke sem Vader, de Frodo sem Sauron, de Vong sem as lolis? Não há sentido em haver uma pessoa boa, que deseja lutar contra todos os males da terra, sendo que não há mal algum. E é por isso que ele está aqui: O Quaternário!

“Quaternário era conhecido por ser extremamente inteligente e capaz de roubar edifícios inteiros em questão de poucos minutos. A polícia desistira de capturá-lo, pois ele sempre escapava. Contudo, não escapou quando o Herói decidiu parar sua onda de crimes. Muito pelo contrário: se manteve mais firme ainda.

Quando o dia chegou, todos estavam preparados para a grande batalha, principalmente Terciário, que carregava uma garrafa de Hidromel nº 51. Quando o vulto de armadura leve passou por eles, logo sentiram uma presença maligna e a luta se iniciou. O Herói, com sua espada dourada, golpeava Quaternário repetidas vezes, olhando fixamente em seus olhos e tentando causar-lhe algum tipo de pavor. Enquanto isso, Secundária fazia a guarda do local e Terciário caía bêbado no chão. O Herói pensou em se dar por vencido, pois os golpes da espada longa de Quaternário eram precisos demais e ele sequer apresentava algum cansaço. Alguma coisa tinha que acontecer para o quadro se reverter. Do contrário, tudo acabaria ali."


Espera, espera. Sim, é isso mesmo, temos dois Vilões da Limiar na nossa história. Não é necessário seguir à risca tudo o que está representado no esquema, é apenas uma base para que possa desenvolver sua fantasia de modo mais consistente. Nada te impede de fazer como eu, criando mais um inimigo e aumentando um pouco mais os desafios do nosso grupo.

“Suas pernas estavam bambas, e seus olhos lacrimejavam. O vento soprava gelado dentro daquela casa abandonada. Mas Quaternário continuava forte, desferindo cada vez golpes mais precisos no Herói. O último quase acertara sua jugular, por sorte conseguiu desviar no último segundo, arfando. Ele, percebendo a derrota iminente, gritou:
— Terciário, a garrafa!
O garoto olhou para seu companheiro, que escorava-se na parede de um dos cômodos. Então, um feixe de luz cortou a sala. Um barulho de garrafa quebrada foi ouvida, e Quaternário caiu desmaiado no chão. O Herói, ferido em diversas partes do corpo, apenas desabou junto e desejou viver por mais um dia.”

Após algum tempo, como quase sempre, Quaternário e Herói se tornaram amigos. O quarteto estava formado e pronto para marchar em direção à Capital, onde o Grande Vilão se encontrava. Agora estamos falando sobre a Aproximação da Caverna Oculta, ou seja, a travessia por mundos desconhecidos, com nossos protagonistas descobrindo artefatos lendários e se preparando para a grande batalha.

"Uma caverna com um rosto na frente... Parece ser bem amigável."

“Eles estavam frente a frente com Ele. Todo o futuro do continente estava prestes a ser decidido naquela planície vermelha, recheada de corpos em decomposição e armas desgastadas. O Herói vestia sua armadura reluzente dourada; Secundária carregava duas adagas de cor verde incandescente com marcas de dragão; Terciário tocava sua harpa sagrada enquanto lambia os beiços cobertos por Hidromel e Quaternário desembainhava sua espada roxa, preparando-se para atacar o Grande Vilão.
A batalha finalmente começou. O Grande estava repleto de escudos mágicos, certamente impenetráveis através de armas comuns. Em seu rosto havia um sorriso doentio e seus olhos brilhavam como sangue sob a luz da lua. Seu cajado, “O Dojaca” emitia faíscas quando cruzava com alguma das armas mágicas no meio do caminho. Até que Ele resolveu acabar com aquilo de uma vez por todas.
Uma grande explosão. Gritos. Expressões de horror. Um bêbado caído no chão, morto, com sua harpa de 51 cordas na mão. Em volta dos guerreiros, um campo de cor verde protegia-os da explosão e dos corpos que com ela voaram pelo campo. Sem tempo para chorar, avançaram contra o Grande, todos de uma vez. Mesmo assim, nenhum arranhão. Então, o Herói decidiu usar seu poder secreto que ninguém nunca tinha pensado em usar: ele utilizou a luz do sol que refletia em sua armadura para cegar o Vilão, desconcertando-o e matando-o em seguida.
Estava feito. Haviam ganhado. Mas perdido um amigo. E aquilo era pior do que qualquer simples derrota.”

Quaternário X O Grande Vilão!

É, parece que as coisas não acabaram tão bem para nossos heróis. Entretanto, uma derrota é necessária para que haja aprendizado e, consequentemente, novas vitórias. Você, com certeza, já viu isso acontecer milhares de vezes. Entretanto, agora o vilão foi derrotado e eles conseguem a tão desejada recompensa: a morte de um amigo e a salvação de um continente. O que pesa mais pra eles? Aquele sacrifício foi realmente necessário? A morte poderia ter sido evitada? É justo sacrificar um amado para salvar milhões de desconhecidos? 
A recompensa nem sempre é um castelo feito de ouro.
Então eles voltam para a casa com a sensação de dever cumprido, mas com um enorme peso nas costas. É hora de deixar as armas de lado e rumar de volta para a saudosa vila inicial, carregando todas as experiências que adquiriram na jornada. Entretanto, existe mais uma coisa. Está na hora do Herói provar que aprendeu com tudo o que matou, engoliu e até provou. É hora dele ressurgir!

“A voz que chamou o Herói, no começo de sua história, finalmente se revela. O Mestre se torna corrompido pelo ódio ao Grande, seu irmão, e acaba por se tornar um ser completamente desequilibrado. Agora sozinho novamente, o Herói terá de enfrentar seu mestre com tudo o que aprendeu em sua jornada.”

Mestre x Aprendiz; Pai x Filho: é um duelo para ver quem é o mais forte, quem conseguirá sobreviver, e quem morrerá.

"No final, tudo foi decidido no corte das espadas, no jorrar do sangue e nas lágrimas que gotejavam no chão. Somente um deles sobreviveu para passar a história adiante.
Depois de muito tempo caminhar, o vencedor finalmente chegou onde gostaria. Seus pés estavam sujos de terra, e as pernas já não aguentavam mais o peso do corpo. 
Foi avistado de longe, o Herói sorrateiro, mas de alma e armadura brilhante. Ele ergueu sua espada e triunfante gritou: 'Livres! Estamos livres!"

O Herói retornou com o Elixir, ou seja, com a salvação, com o remédio que cura todos os males. No caso, ele voltou trazendo a notícia de que o Grande havia morrido, logo, não precisavam sentir mais medo: os aldeões podiam viver, finalmente, livres. 

Bem vindo de volta, Pistoleiro - ou Guerreiro.


Então, conseguiram entender - através da minha história linda e cheirosa - como funciona a Jornada do Herói? 
Obrigado e de nada, caso tenha entendido; obrigado, caso somente tenha lido. 
Então é isso, nos vemos na próxima!

Longos dias e belas noites para os senhores.

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