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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Voz do Escritor


Pode gritar à vontade, a gente deixa.

Acho que deve ter achado o título meio estranho, não? Mas ele faz todo o sentido para o que iremos abordar agora: sua voz. Tudo bem, essa explicação não adiantou muita coisa...

Como leitores, nós costumamos amar os autores com os quais nos identificamos. Seja nos emocionando quando nosso personagem favorito morre ou quando ele alcança a tão esperada vitória, sempre vem aquela sensação de “cara, como eu amo quem escreveu isso”. E é justamente essa sensação que irá conduzir você em sua jornada em busca da sua voz de autor.


Eu, por exemplo, me identifico com o George Orwell (autor de 1984, Animal Farm), com o roteirista de mangá Tsugumi Ohba (conhecido por Death Note e Bakuman) e também com o Stephen King (autor de A Hora do Vampiro, O Iluminado, A Torre Negra). Podem parecer gêneros e escritores bem diferentes, afinal, um escrevia no auge dos governos totalitaristas, o outro faz com que reflitamos sobre nossas vidas, sonhos e escolhas, e o último escreve somente a verdade, com uma pequena pitada de terror. Contudo, eles têm algo em comum: ambos me ajudaram na construção da minha voz de escritor. 


Vong, para de enrolar e fala logo o que raios é isso! Estou ficando impaciente!


Certo, certo... Vamos lá.
A voz do autor é como chamamos o seu conjunto de estilos de escrita, sua personalidade (isso inclui suas paixões, medos, lutas vencidas e perdidas) e suas experiências de vida. Em todo o texto que você escreve sempre tem aquele pouquinho de ti, como um rastro de pegadas que você deixa na praia quando passa por lá. E, assim como não sabemos andar quando nascemos, nosso estilo também não nasce pronto.

Seu estilo é moldado a cada livro que você lê e escreve. Você deve se conhecer, primeiramente. Seus medos mais profundos e suas alegrias mais rasas (melhor termo) devem estar bem claros assim como “burro” estava estampado na sua testa quando você errou aquela questão fácil de matemática na hora da prova. Um bom exercício para isso é se colocar no lugar do seu vilão ou de uma pessoa de caráter duvidoso (pode ser aquele seu colega chato e sarcástico, que ama falar mal de tudo o que escreve) e escrever como se fosse ele: estará saindo da sua zona de conforto e arriscando.

E não se acomode. Tenha medo da acomodação, ela fará você ficar no mesmo lugar. Tente pensar como se ela fosse uma quest repetitiva que dá muito dinheiro e você tem sempre a opção de entregá-la e ganhar mais moedas, ou esperar por uma pequena brecha, onde pode arriscar perder tudo o que tem. Mas, se escolher a segunda opção, nunca mais precisará fazer uma missão na sua vida, pois, no final, há um baú de recompensas cheio de tesouros pra você, chamado experiência. Se você não sair das mãos do NPC, nunca vai encontrar o que realmente precisa.
Por fim: escreva com paixão e amorzinho! Escreva sobre o que quiser, quando quiser. Assuntos polêmicos, memes de internet, questões sócio-filosóficas e até sobre seu anime favorito! Pode deixar seu revisor crítico de lado um pouco e somente escrever. Afinal, além de ler muito, é isso que escritores fazem: eles escrevem.

Por isso, grite e deixe sua voz de escritor falar por você!

Recadinho: Agora também sou redator do blog! Espero que tenha gostado do meu primeiro post e entendido o recado. A gente se esbarra na próxima quinta.

Um comentário:

  1. Muito bom, Vongola, parabéns.

    E, bem, não, não deixem seu revisor crítico de lado -q kkkk

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