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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Diálogos: o que dizer, como dizer e a necessidade de dizer



Olá, olá! Salve, salve!

Aqui é a Tany com outra postagem importante, após algumas indiretas tão diretas quanto um tapa na cara do Vong, decidi fazer uma postagem sobre diálogos para vocês, autores feronas que fazem diálogos que mais parecem robôs conversando~!

Diálogos são importantes, apesar da narração ser o núcleo da história, diálogos são as vozes de todos os personagens. Os personagens se tornam mais reais, podemos notar as diferenças entre eles, suas personalidades e muito mais. Diálogos agilizam a história, podendo tanto elevá-la quanto acabar com tudo. Mas isso, é claro, apenas se os diálogos forem bem escritos.

É terrível quando você lê  uma boa narrativa, mas todos os personagens falam da mesma forma e soam como  robôs super educados. Ou criaturas que nunca falariam como pessoas normais.

Mas como fazer um diálogo bom, não é mesmo? Antes de pensar nisso, que tal considerarmos a necessidade de um diálogo? 

Qual a função do diálogo? Movimentar a história.

Diálogos precisam passar alguma coisa. Avançar a história de alguma forma. Nenhum diálogo sem valor deve ser mantido.

Uma das maiores dicas para melhorar seus diálogos é prestar atenção em como as pessoas falam na vida real. É. Use o Pokémon GO como desculpa e saia de casa, sente em um banco perto de uma área movimentada e preste atenção nas conversas. Nem precisa ser assim, preste atenção nas conversas na sua sala de aula, na fila do banco, no hospital, repare como as pessoas falam, o maneirismo delas, os vícios de fala, entre outras coisas.

Porém, quanto mais você observar as conversas a seu redor, vai notar como falamos coisas desnecessárias para um diálogo. "Oi, tudo bem?" que não pedem resposta. "E aí? Beleza?" apenas para reconhecer que viu a pessoa. E mais banalidades. Isso não é diálogo, isso é conversa.

Diálogos fazem a história andar. Conversas não, apenas perdem tempo. Você deve criar diálogos e não conversas. Eu sei que volta e meia umas pequenas banalidades são necessárias para deixar as coisas naturais, mas não exagere. Lembre-se do objetivo do diálogo.

Outra dica importante na hora de escrever diálogos: o ambiente. Você vai pregar a palavra de Lorde Satã aos berros dentro de uma igreja católica? Ou seus personagens vão entender sussurros no meio de uma balada? Onde seus personagens estão enquanto conversam? Eles se sentem confortáveis ali? Estão falando algo que pode ser ouvido por passantes? Não? Como eles se portam enquanto falam? São todos pontos válidos que você precisa se questionar quando começar um diálogo.

Agora, o mais fundamental na hora de se escrever um diálogo: a voz dos personagens. Comecei a postagem falando disso e torno a comentar aqui, pois é um ponto essencial. Eu falo de forma diferente que você. Que fala de forma diferente do Sagami Riku. Que fala de forma diferente do Vong. Que fala de forma diferente do Hikaru Konran. Que não fala como um senhor de 80 anos. Que não fala como uma acriança de 5. Pessoas que moram no Nordeste falam diferente das que moram no Sul.


Ninguém fala da mesma forma. Todos temos sotaques e falamos de jeitos diferentes. Muita coisa está sendo transmitida em nossas falas, desde nossa origem, criação, escolaridade, modo de pensar, e vários outros fatores que nos tornam o que somos hoje. Acredite, as mínimas diferenças marcam os personagens.

Ela fala de forma educada porque recebeu uma educação rígida? Ele é um filhinho de papai, mas comete várias gafes na fala por não se importar com a imagem que passa? Ela não teve boas condições de estudo, mesmo assim tenta falar "certinho" para que não a julguem?

Lembrando que ninguém fala como um dicionário ou um livro de português. Nós falamos errado. Isso é um fato. Se seus personagens falam com todos os pronomes oblíquos e vocabulário rebuscado, quem vai acreditar que são adolescentes e não robôs? 

Ainda assim, não vale tudo na hora de diferenciar as falas dos seus personagens. Não abuse de erros de português e gírias. O leitor precisa entender o que as personagens estão dizendo.

Outro ponto importante é o tamanho do diálogo. Se a fala do seu personagem ultrapassar 4 linhas, pare e revise. Por que ele está falando tanto assim? É difícil alguém conseguir falar tanto sem interrupções do ouvinte, exceto em alguns raros casos, como palestras e afins. Mas pense bem no tamanho das suas falas, quanto mais longas forem, mas cansativas se tornarão.

Você não tem o poder da entonação contido na fala, então precisa passar apenas com a escrita o que seus personagens querem comunicar. Faça bom uso da sua narrativa para demonstrar os sentimentos contidos nas palavras, fulano falou com que tom? Ele disse, gritou, berrou, sussurrou ou apenas falou? Use bem o seu dicendi, não abuse dele. Ninguém gosta de diálogos do tipo:

— Oi — disse ele. — Tenho algo importante para falar.
— Tá — respondeu ela.
— Então... — começou. 
— Espera — interrompeu ela. — Antes disso...
— O quê? — perguntou.

Podemos tirar quase todos os dicendis aqui, não é mesmo? Se quiser saber como funciona a pontuação dos travessões, leia a minha postagem sobre isso.

Diálogos são importantes, isso já está bem claro, espero eu. Contudo, o silêncio também é. O significado por detrás de uma falta de resposta pode ser imprescindível para formar a cena. Você precisa saber quando parar um diálogo, quando interrompê-lo ou finalizá-lo.

Tudo em exagero é ruim, exceto chocolate, até diálogos. Não use apenas diálogos para avançar sua história, dose a quantidade de diálogos. Quem aguenta páginas e páginas só de conversa? Há momento em que você só quer que algum personagem chegue e diga "PAREM DE FALAR DE UMA VEZ!" ao menos é assim que o revisor se sente.

Retomando a necessidade do diálogo, por que fazer diálogos assim:

Fulano avisou que iria ao mercado e voltaria só à noite.
— Vou no mercado e volto só à noite — disse fulano.

A narração já apresentou a mensagem, qual a importância do diálogo aqui? Nenhuma. Não faça isso, você apenas estará tomando tempo do leitor com coisas assim.

Chegamos ao fim da postagem de diálogos, espero que vocês possam tirar bom proveito dela e parar de nos enviar novels com diálogos que dão vontade de arrancar os olhos e jogar fora.

O que dá vontade de fazer com o autor quando o diálogo fica bom.

6 comentários:

  1. Realmente achei interessante suas colocações a respeito do assunto, mas tenho uma duvida simples, caso possa responder: Em situações que exigem descrição durante uma fala, como por exemplo diante de uma luta, a descrição sera inserida noutra linha ou com um travessão ao lado da fala?

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    1. Pode ser feito das duas formas. Use o travessão para adicionar descrições que ocorrem junto a fala, mas não abuse. Adicione descrição da luta se o diálogo não for interferir diretamente no andamento da luta.

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  2. Como eu escrevo falas do tipo pensamentos? (acho que essa pergunta ficou mal explicada ;-;)

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    Respostas
    1. Se compreendi sua pergunta corretamente, você pode deixar o texto referente ao pensamento, chamo de pensamento direto, em itálico ou entre aspas.

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    2. se eu colocar entre aspas e em itálico é aceitavel? (sim voce compreendeu minha pergunta corretamente)

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    3. Eu diria que um tanto exagerado, só uma forma está bom. Recomendamos o uso de itálico, aliás. Mas não é errado utilizar os dois.

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