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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Overwriting: No limite dos travessões


Overwriting é desnecessauro.

Calma aí, esse post não é para dar bronca em você — ao menos que você não isole o vocativo. Hoje estou aqui para falar sobre o atropelamento de informações: o overwriting.

Overwrite é uma palavra inglesa que significa, literalmente, sobrescrever. Mas podemos dar outro significado a ela, um que se encaixe melhor. Overwrite também pode ser traduzido como: “muita escrita”, “escrita excessiva” ou, se for um rebelde sem causa, “por cima da escrita”. Agora que já sabe o que significa, vamos à explicação.


Se você é um autor iniciante, como a maioria de nós, alguns assuntos devem estar bem fixos na sua mente, tais como: desenvolvimento de trama, verossimilhança de cenas, diálogos bem elaborados e personagens cativantes. Mas a empolgação ao pensar em tudo isso pode te levar a um caminho escuro e tortuoso, chamado leitor cansado. Ele é um boss nível 100 impossível de derrotar.

Como já dissemos no post sobre descrições, exagerar nos adjetivos pode fazer com que o leitor comece a bocejar e durma enquanto lê seu texto, além de ser esteticamente feio. Mas agora vamos além!

Se você descreve muito seus personagens secundários, sinto te dizer que os leitores não precisam saber do peso do seu personagem e muito menos ler vários parágrafos sobre a vida de uma pessoa que logo irá desaparecer da história. 

É sempre bom lembrar que os secundários são aqueles que interagem com os principais, sendo esse seu maior papel na trama. Por isso, tente focar mais nas características que darão foco na relação do personagem secundário com o personagem principal.


O segundo ponto é extremamente relevante, principalmente se você costuma ser um autor que foca nas descrições. 

Você não precisa explicar a personalidade toda do seu personagem em uma página, afinal, você tem o livro todo para tal (uia, rimou). Ao invés de revelar muito em pouco, mostre os pontos mais interessantes e que revelarão algo importante, ou que complementarão a cena.

Agora, focaremos na construção de diálogos, que terá um post especial no futuro.

Diálogos não são como maionese (ou ketchup, o que preferir) que você pode ir colocado, porque sempre ficará bom. Não, colega, não é assim que funciona. Até mesmo o sanduíche de palavras tem seu limite de travessões.

Existe um momento certo para o diálogo entre dois personagens terminar: quando não há mais nada a ser dito. Ficou sem assunto? Finaliza a cena e continua a história.



Ih, tá rolando mó climão entre seus personagens.
Ninguém fala nada e você insiste em continuar.
Lamentável.


Suponhamos que seus dois personagens estejam conversando sobre a licantropia, por exemplo. Em algum momento da conversa, o assunto inicial vai começar a sumir, sumir, sumir... até desaparecer. Antes disso você já pode encerrar o diálogo principal, colocando alguma transição e mudando o foco narrativo, por exemplo.

E, mais uma coisa, pessoas diferentes falam de jeitos diferentes. Vamos continuar com o mesmo exemplo do parágrafo acima para a melhor compreensão.

“— Olá, Arkn — disse Rhat, entrando na sala. — E aí, como andam as coisas no QG?
— Boa tarde, meu caro e excelentíssimo colega, cujo trabalho é caçar seres humanos que possuem licantropia — respondeu o garoto de 12 anos. ”

Pois é, imagine uma light-novel escrita da mesma forma que o segundo diálogo. Não faz o mínimo de sentido um garoto de doze anos falar assim, ao menos, é claro, que haja um motivo plausível para tal.
 Convenhamos, nem mesmo eu com 12 anos falaria assim. 

Não use metáforas e comparações exageradamente. 

A magia da metáfora é justamente ser utilizada em um momento onde a emoção não pode ser encontrada de outra maneira. Tenha cuidado, pois, caso utilize-a muito, a magia poderá desaparecer. 
Aliás, a magia também some se usar muitas palavras complexas em descrições. Ao invés de dizer “As casas eram feitas de um material resistente, que, quando em contato com a água, se tornava mole”, pode dizer “As casas eram feitas de barro”. 

Você poupa linhas, folhas, e trabalho do revisor.

Espero que tenham pego essas dicas e, com elas, aprendam a reconhecer quando sua escrita está passando dos limites.

Vejo vocês em breve (assim espero)!

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