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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Papel do Revisor


Olá, pessoas. Hoje resolvi falar de um assunto muito importante e de utilidade pública: o papel do revisor, que vai muito além do simples apontamento de erros e sugestões de alteração gramaticais. Esse post vai ser um pouco mais sério que os habituais também.

Primeiro, a gente precisa deixar de lado a noção de que o nosso texto é perfeito e não pode ser alterado em nada, porque a nossa alma está lá. Se você pensa assim, lamento te dizer que não é dessa maneira que as coisas funcionam, camarada. 


Agora, um pouco mais desconstruídos, podemos entender de forma plena o papel de um revisor e o carinho — às vezes um amor assassino — que ele tem com nossos textos. E, para isso, vamos ver o que faz de uma pessoa um verdadeiro revisor.

Bom, um corretor de textos é muito mais do que um cara que aponta seus erros de pontuação, ou que percebe um furo no enredo e pede, como todo o afeto, para você mudar, pois se trata de um erro crasso e os leitores não são burros. Um revisor é um leitor assíduo, que conhece as normas da língua e que tem seu próprio repertório, no qual vai se apoiar para conseguir exercer sua função. Ele sabe que a literatura é escorregadia e que cada gênero pede uma estratégia de escrita diferente. Mas ser revisor não se resume somente a esses aspectos acima citados: um revisor é um leitor que conhece a literatura de modo estético e cultural. E, em sua revisão, ele tentará perceber as escolhas de palavra do escritor e como elas reagem na obra, para que possa captar todo o sentido do texto.

Um revisor competente também é um leitor exemplar. E, além de exemplar, um crítico. Ao revisar, ele vai se apegar mais à obra, se deixando levar pela narrativa; ao mesmo tempo em que vai se afastar dela, permitindo uma compreensão generalizada do texto, utilizando seu repertório de leitura como uma base de apoio, onde ele buscará ajuda. Contudo, às vezes seu ponto de vista não coincide com o do escritor em questão, por isso costumam surgir divergências, que devem ser tratadas como um modo de aprendizado dos dois lados, e podem ser solucionadas com o simples uso de algo que quase ninguém conhece, não é mesmo? Chama-se diálogo (é, aquilo que você deveria usar quando a Tany, ops, seu revisor ama demais seu texto e faz uma revisão linda de cinco páginas, das quais quatro e meia você discorda completamente).

Até Dom Casmurro teve de aguentar o amor do revisor.

Agora, finalizando, vamos dar um exemplo de bom revisor. Suponhamos que você esteja escrevendo uma light-novel sobre a luta entre alienígenas com tentáculos gigantes e humanos com armas foderosas. Até certo momento da sua narrativa, o personagem principal – um alien – tinha somente um olho. Contudo, no final, outro globo ocular surge na cara dele. “Super coerente”, o revisor irônico responde, pedindo para que mude isso, pois não tem nada a ver com o que havia sido descrito antes, e aponta que o simples acréscimo de uma frase resolveria toda a questão. 
E não se engane, os revisores estão aí para revisar sua obra de forma completa, incluindo as notas de rodapé!

No final, é somente isso que os revisores querem: ter prazer ao ler uma obra bem escrita e colaborar para que ela seja entendida por todos, assim como o escritor desejou. 

E chegamos ao fim do discurso de proteção aos revisores! Logo mais teremos também um post sobre “O papel dos leitores-beta”. Por isso, fiquem atentos!



Um comentário:

  1. Por isso que eu digo que um bom escritor tem de ter multiplas personalidades. por isso que eu digo que o editor tem que ter multiplos escritores. por isso que eu escritor tem que ter editores multiplos de 3.

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