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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

MLN Recomenda: Hades

    Todo mundo já leu, assistiu ou até mesmo já jogou algo relacionado à mitologia grega. A cultura pop está recheada de deuses e entidades do Olimpo. Entretanto, poucas obras conseguem fazer o que Hades faz com genialidade: contar uma ótima história através de diálogos cativantes, que acontecem enquanto você mata monstros ou simplesmente dá umas voltas por uma mansão no submundo. No MLN Recomenda deste mês, te convido a acompanhar a incrível jornada de Zagreus rumo ao glorioso Olimpo, lar dos mais majestosos, fortes e inteligentes se— ei, calma aí, foi Zeus quem revisou essa postagem? Não é bem assim, não!



Good Riddance


    Zagreus é o filho de Hades, deus do Submundo. Há muito separado de seus parentes olimpianos, Zagreus tem uma característica peculiar: seus pés deixam pequenas pegadas flamejantes por onde quer que ele passe. É como se o jogo te mostrasse que você está trilhando um caminho e marcando sua jornada com os passos de seu protagonista. Nada mais justo, como veremos a seguir.

    Em sua jornada para a superfície, Zagreus encontra inúmeros inimigos e alguns aliados. Os aliados mais próximos dele, em suas tentativas (frustradas) de fuga, talvez sejam suas armas: o elemento que altera completamente a jogabilidade do jogo. Se você gosta de sair por aí fatiando tudo, temos uma espada. Se gosta de ficar no meio termo, uma lança. Se quer ir pra cima de todo mundo, um escudo. Se curte longas distâncias e disparos certeiros, um arco. Se a porrada for seu forte, temos Punhos Gêmeos! E se você gosta mesmo é de meter bala, a gente tem essa opção também.

    Porém, independente de sua escolha, saiba que o fim será o mesmo: a morte. Hades é um jogo roguelike, ou seja, é aquele tipo de jogo em que você começa, morre, fica mais forte e recomeça. A jornada do submundo (passando pelo Tártaro, por Asfódelo, Elísio e Templo da Estige) é marcada por cenários de tirar o fôlego, trilha sonora implacável e direção de arte fora do comum. A arte em Hades é parte crucial da narrativa, assim como as próprias bençãos do Olimpo.

    Aqui, os deuses do Olimpo estão ao seu favor. É por meio das bênçãos de Zeus, Ares, Afrodite, Ártemis e muitos outros que Zagreus fica mais forte e aprende alguns truques diferentes. Além disso, há combinações entre várias dessas bênçãos - concedendo a Zagreus novas e diferentes habilidades. Por fim, você ainda pode dar sorte e encontrar o martelo de Dédalo, abrindo a possibilidade de modificar as habilidades de suas armas. Por mais que a morte seja o fim inevitável, a jornada até lá é quase sempre imprevisível. A cada nova tentativa de fuga, algo novo é descoberto - seja uma nova missão, uma nova personagem ou um novo fragmento da história de Zagreus e seus parentes olimpianos.

    E é aí em que Hades crava sua marca.


Quem é o meninão? Quem é o meninão? São vocês!


In The Blood


    O grande forte de Hades é sua maneira de contar a história. Ou seja, sua narrativa. Como Zagreus, o jogador é colocado na pele de um jovem ambicioso e sarcástico que está disposto a fazer de tudo para saber a verdade. Não importam as barreiras impostas por Hades ou pelas Tecelãs do Destino: tudo isso são apenas obstáculos no meio do caminho de sangue que Zagreus escolheu traçar. Pelo sangue e através dele, Zagreus tenta reconstruir um vínculo enquanto forja muitos outros.

    Para isso, você conta um rol incrível de personagens. Carismáticos e inesquecíveis, os personagens que compõem o elenco de Hades reservam uma história e uma personalidade única, que se conectam umas com as outras de modo orgânico e misterioso. Há uma névoa de que paira sobre a história de vida (ou morte) de muitos deles, que se dissipa a cada interação que você estabelece com cada um. Pelo tom de voz - e aqui cabe um elogio imenso para a direção de dublagem do jogo - e pela escolha de palavras, você começa a entender quais são as relações entre um e outro personagem. Poseidon encarna o tio do pavê, Dionísio tem a fala mansa de um conquistador e Ares personifica o prazer e o requinte da guerra. Cada um se comunica com você (e uns com os outros) de certa maneira.

    Além deles, temos também os personagens da Casa de Hades. Aquiles, o herói caído; Nix, a Deusa da Noite, Hipnos, o sonolento porteiro e Zé Caveira, o tiozinho masoquista. E, claro, sem esquecer daquele que alegra a todos: Cérbero, o Bom Garoto de Três Cabeças. Acredite, em Hades, fazer carinho e conversar com o cachorro pode te dar recompensas muito valiosas. O mesmo vale para os outros personagens: todo mundo gosta de uma boa dose de néctar - o elemento-chave para você aumentar seu vínculo com algum personagem.

    Seja durante a luta contra seres do submundo ou no passeio na casa de Hades, forjar o vínculo com outros personagens é uma opção sempre presente. Um diálogo esclarece muito, mas também abre novas perguntas - que talvez só sejam respondidas na interação com outro personagem. Com carisma no alto, não é nem um pouco entediante ler e ouvir as conversas dos habitantes do Submundo (e do Olimpo). Na verdade, é um prazer tão grande quanto aquele que Dionísio promete de proporcionar quando você chegar lá em cima. Só não conte para a Afrodite, ela pode ficar com ciúmes.

    Hades brilha na gameplay, nos cenários e na narrativa. Conhecer o mundo do jogo é uma experiência que não cansa ou enjoa, te proporcionando horas e mais horas de jogo. Sempre há um diálogo novo, sempre há uma risada ou um choro ecoando pelos becos do Reino do Deus do Submundo. E se você parar para ouvir, com certeza não se arrependerá. 

No final das contas, acho que Hades é sobre isso: uma lição sobre como construir diálogos que revelem não só o mundo, mas também o vínculo que forja cada um dos outros personagens.





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