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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Aprendendo a usar a Crase!

E aí, ferinhas e feronas!

Faz tempo que não faço uma postagem de dicas, então aqui vai uma se fazendo bem necessária. 

Vamos aprender a usar a crase! Sim, esse acento estranho que você nunca entendia quando aparecia de repente ou as benditas correções com (adicione crase) ou (crase).

Pois bem, vamos lá, preparem suas anotações e revejam suas novels! Se preparem que a postagem será longa!

Afinal, o que é a crase?

A crase é a fusão de duas vogais idênticas, usamos o acento grave para demarcar isso. Exemplo:

Obedecemos à norma = Obedecemos a + a norma.

Vou à igreja = vou a + a igreja.

Parece simples, não é mesmo? A crase, na língua portuguesa, ocorrerá sempre que um verbo que pedir a preposição a for seguido de um substantivo que pedir o artigo feminino (que é o a, para os desavisados). Decorem isso, é a regra geral do uso da crase. Vamos usar mais exemplos para que isso fique fixado na cabeça de vocês.

Conheço a aluna. -> Conheço não pede pela preposição a, portanto, não se pode usar a crase neste caso.

Refiro-me à aluna. -> Refiro pede pela preposição a (quem se refere, se refere A alguma coisa), e aluna é um substantivo feminino que pede o uso do artigo feminino (a aluna). De tal forma, ocorre a crase.

Deu para entender? Caso não, releia até que fique claro!

Mas como eu vou saber quando o verbo pede proposição?

Bem simples, aqui vai um macete muito útil: troque o substantivo feminino por um masculino. Vamos usar o mesmo exemplo:

Refiro-me ao aluno. -> Como tivemos que usar "ao" (a junção da preposição a com o artigo masculino que antecede o substantivo), fica claro que o verbo pediu pela preposição.

Mais exemplos:

Como saber se "Vou levá-lo à passagem" pede mesmo crase? Vamos testar:

Vou levá-lo ao portão. -> Levar pede a preposição a, e portão pede o artigo masculino. Então,  como "a passagem" pede artigo feminino, a crase é obrigatória.

Atenção! Se você não usar a crase, a frase terá outro sentido:

Vou levá-lo a passagem. -> Você vai levar a passagem até ele e não o contrário! Bastante atenção para com o uso da crase!

Outro macete para saber se precisará usar a crase ou não é trocar o verbo por outro que acompanhe uma preposição diferente (para, em, de, por, sob, sobre). Se as preposições não se contraírem com o artigo, ou seja, nada de formas novas (na, da, pela), não haverá crase.

Exemplos:

Começou a brigar. Vamos substituir o verbo:

Cansou de brigar. Insiste em brigar. Foi punido por brigar. Optou por brigar. Nenhum desses demonstrou uma forma nova, ou seja, nada de uso da crase aqui!

Mais exemplos, porém para o substantivo dessa vez:

Veio a Brasília e veio a Bahia. Vamos conferir se precisa de crase aqui.

Veio de Brasília. A preposição não muda! Nada de crase.

Veio da Bahia. A preposição muda! Pode colocar a crase!


Agora, vamos aprender quando não usar a crase. Primeiramente, a crase é usada quando um verbo pedir a preposição a e o substantivo pedir o artigo feminino. Se os dois não concordarem, nada de crase! Sendo assim, não ocorre crase quando o substantivo for masculino. Exemplos:

Andamos a cavalo.

Vou ao Rio de Janeiro.

Fiz a prova a lápis.

Bastante atenção para essa regra! Muitas expressões nos confundem com o uso da crase, todavia, se você lembrar dessa regra, ficará muito mais fácil saber quando tem ou não crase!

E quanto a verbos? Nada de crase para verbos no infinitivo! Exemplos:

Começou a pestanejar.

Ela não tem nada a dizer.

Estou disposto a ajudar com a revisão.

Viu só? Nada de crase quando o que seguir a preposição for um verbo no infinitivo.

A crase também não ocorrerá perante pronomes e expressões de tratamento, com exceção de senhora, senhorita e dona (por serem substantivos femininos também), vejamos exemplos:

Ele foi em direção a ela.

Entreguei a revisão a todos os autores.

Ele chamou a Vossa Senhoria.

Mostrarei a vocês.

Nenhum deles pede o uso da crase! Bastante atenção nisso!

Nada de crase antes de nomes de cidade, a menos que o nome dessa cidade seja determinado por algum adjunto adnominal, aí ocorrerá crase, vamos ilustrar:

Cheguei a Curitiba. -> Curitiba é um nome de cidade, nada de crase, no entanto...

Cheguei à Curitiba dos pinheirais. -> "dos pinheirais" é um adjunto adnominal complementando o nome da cidade, de tal forma, ocorrerá crase.

Sem crase quando um a, sem o s de plural, vem antes de um nome plural. Exemplo:

Falei a pessoas estranhas. -> Pessoas estranhas está no plural, porém, a preposição não está acompanhando isso. Nada de crase.

Porém, se esse a estiver no plural, a crase é necessária:

Falei às pessoas estranhas.

Qual a diferença entre as duas frases? A primeira frase se refere ao contexto geral (quaisquer pessoas estranhas), já a segunda se refere à um caso específico (aquelas pessoas estranhas). A crase faz bastante diferença na hora de entender o contexto!

A crase não ocorrerá em expressões com palavras repetidas! Exemplo:

De ponta a ponta.

Por fim, a crase não é usada diante de numerais cardinais.


Chegou a duzentos o número de novels a serem revisadas.


Daqui a uma semana o avaliador terá vontade de cuidar disso.

Falta pouco para terminar essa parte, agora vou falar de alguns casos especiais de quando não se usar a crase:

Antes da palavra casa, caso ela tenha o sentido de lar ou residência, e da palavra terra, caso tenha o sentido de oposição ao mar ou ar. Porém, se vier com um adjunto adnominal, haverá o uso da classe, vamos ver os exemplos.

Chego a casa cedo. -> Sem adjunto adnominal, nada de crase.

Chego à casa dos seus pais. -> "dos seus pais" serve como adjunto adnominal, sendo assim, ocorre crase.

Chegaram a terra. -> Sem adjunto adnominal, nada de crase.

Chegaram à terra dos imortais. -> "dos imortais" determina o nome, sendo assim, ocorre crase.


Como já explicado. A crase sempre ocorrerá com substantivos femininos (os que pedem o artigo feminino, se você precisar que eu desenhe). Vamos falar dos outros casos em que sempre haverá crase! 

Sempre é usada na indicação de horas exatas! Vejamos os exemplos:

Chegamos às duas horas.

As correções serão às cinco da tarde.

Às oito o jantar começa.

Atenção! Se você não usar a crase, em vez de indicar uma hora exata, você está indicando um tempo futuro! Cuidado! Quando houver o uso de "até" em expressões de horas, o uso da crase é facultativo!

Sempre haverá crase nas expressões adverbiais femininas, aquelas que se referem a verbos exprimindo circunstâncias de tempo, lugar, modo, etc.

Exemplos mais usados:

Chegaram à noite. -> Quando tem crase, indica o período da noite, sem crase, indica uma noite qualquer.

Caminhavam às pressas. -> Indica o modo. Sem a crase, vai parecer que as pressas que caminhavam!

Ando à procura de boas light novels. -> Expressão de fim, sem a crase, vai parecer ele anda até a procura!

Mais expressões adverbiais femininas:
    à tardeàs ocultasàs pressasà medida que
    à noiteàs clarasàs escondidasà força
    à vontadeà beçaà largaà escuta
    às avessasà reveliaà exceção deà imitação de
    à esquerdaàs turrasàs vezesà chave
    à direitaà procuraà derivaà toa
    à luzà sombra deà frente deà proporção que
    à semelhança deàs ordensà beira de
Nota importante! Usamos crase para a expressão "à medida que", mas não "na medida em que"! Muitas vezes, o "moda", na expressão "à moda de" estará escondido, exemplos:

Vou escrever à (moda) de Alencar. -> Bastante cuidado com isso!

Para saber de mais expressões que usam a crase, clique aqui.

Sempre há crase diante dos pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aquilo. Sempre que o verbo exigir a preposição a, pode colocar uma crase neles! Veja os exemplos:

Refiro-me àquele atentado à língua portuguesa.

Dediquei àquela revisão quase todo o meu dia.

Sempre ocorre crase com os pronomes relativos a qual, as quais, se o verbo exigir a preposição a. Exemplos:

A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. -> O verbo referir pede a preposição a.

São normas às quais todos os escritores devem seguir. -> Seguir às normas pede crase.

Sempre ocorre crase com o pronome demonstrativo a, caso ele substituía um termo feminino. Exemplos:

Minha revolta é ligada à (revolta) dos meus companheiros. -> Ligada pede o uso da preposição, e o pronome demonstrativo está omitindo uma palavra que pede o artigo feminino (a revolta).

Minhas preces são semelhantes às (preces) de antes. -> Da mesma forma, semelhante pede por uma preposição, e as preces pede o uso do artigo feminino no plural.

PEGADINHA DA CRASE! A palavra distância, quando se referir a uma distância determinada, exige o uso da crase. Exemplo:

Sua casa fica à distância de três quilômetros da minha. -> Distância determinada.

O inimigo ficou a distância, aguardando. -> Distância indeterminada. Nada de crase.

Ora, se isso for tudo é fácil, não? Há! Tem mais. Para esclarecer o contexto, a crase deve ser utilizada, confira:

Gostava de fotografar à distância. -> Se tirarmos a crase daqui, vai parecer que ele gosta de fotografar distâncias e não de longe.

Ensino à distância. -> Se ficar sem crase, parece que eu estou ensinando a uma tal de distância e não de longe.

Espero que tenha ficado claro!


Por fim, hora de saber quando a crase é opcional. Vamos ver os usos facultativos da crase, sendo o primeiro deles quando a crase está diante de nomes próprios femininos. Vamos ao exemplo:

Vou enviar a novel a Tany/ Vou enviar a novel à Tany.

Da mesma forma, a crase é opcional diante de pronomes possessivos femininos, minha, sua, etc. Veja os exemplos:

Cedi a vaga à sua irmã/Cedi a vaga a sua irmã.

Diga à minha prima que não irei./ Diga a minha prima que não irei.

A crase é opcional depois da preposição até. Exemplos:

Acompanhei-o até à saída./Acompanhei-o até a saída.

Chegou até a muralha./Chegou até à muralha.

A reunião foi até às oito horas da noite./A reunião foi até as oito horas da noite.

E é isso pessoal! Foi uma postagem longa e trabalhosa de realizar, mas espero que ajude vocês a errar menos a crase! E sempre que estiver em dúvida, não tenha medo de perguntar aqui nos comentários ou jogar no google, várias expressões nos pegam de surpresa com o uso ou falta de uso da crase!

Não esqueçam de comentar! Quer uma postagem com temática específica? Comente! Quer tirar uma dúvida conosco, comente!

Adorei poder usar a Baccano! como tema para a postagem.


8 comentários:

  1. Conseguiu explicar algo que passei o ensino médio inteiro sem entender. Muito obrigado Tany ^^

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  2. Oi, eu demoro para escrever meus capítulos, e queria saber se eu tenho que ter uma quantidade de capítulos já escrita antes de mandar o primeiro, ou eu posso começar a escrever o resto depois que o primeiro for revisado? Vocês só começam a publicar os capítulos depois que tiverem uma quantidade específica de capítulos prontos?

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    Respostas
    1. Olá, Miguel. Você pode nos enviar após escrever somente o primeiro capítulo. Para a publicação, todavia, precisamos que tenha uma quantidade pronta, para não ficar pressão em cima de você ou do revisor.
      Para mais dúvidas, confira esta postagem: http://www.mylightnovel.com.br/2016/07/sua-novel-nossa-revisao-como-ser.html

      Excluir
  3. Oi, eu demoro para escrever meus capítulos, e queria saber se eu tenho que ter uma quantidade de capítulos já escrita antes de mandar o primeiro, ou eu posso começar a escrever o resto depois que o primeiro for revisado? Vocês só começam a publicar os capítulos depois que tiverem uma quantidade específica de capítulos prontos?

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  4. nunca gostei de português, mesmo sabendo que ele é muito importante, quando começo a estuda-lo meus olhos lacrimejam e um sono forte me agarra, porem, para fazer uma novel, nem que eu tenha que sofrer muito, vou aprender como usar a crase. já estou com 2 paginas de portugues abertas, e contando ;-;. nunca consigo lembrar o que aprendo, pelo menos, a maioria das coisas

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  5. Crase, o terror encarnado kkkkkk
    Minha sessas de estudo de hj acabou.
    Mais uma postagem incrível!

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