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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Os subgêneros Punk: Mundos alternativos


Yahoo! Sagami Riku aqui~

E após um longo tempo sem postar nada além dos lançamentos dos capítulos de Zokugatari: Exodus, vim aqui falar sobre um grupo de subgêneros derivados da mistura da cultura punk com diversos elementos populares da ficção científica: os subgêneros punk. Neles são apresentados mundos alternativos em que a tecnologia tomou rumos diferentes em seu desenvolvimento, usando elementos sociais, culturais e tecnológicos do passado ou da atualidade como inspiração.

O foco dessas histórias geralmente é voltado ao uso ou abuso dessa tecnologia e o impacto causado por ela na sociedade — podendo ter como cenário futuros distópicos, mundos fantasiosos, histórias alternativas ou futuros pós-apocalípticos —, mas às vezes isso é usado apenas como pano de fundo para outros temas.




Cyberpunk



É o subgênero mais popular e antigo desse grupo e o que serviu de inspiração para todos os outros, surgido da mistura da cultura punk com elementos cibernéticos, como seu nome sugere. O futuro retratado no Cyberpunk é cercado por uma tecnologia avançada, porém dominado por megacorporações que têm pouca consideração pelas vidas humanas que destroem e destratam em sua busca incessante pelo poder. Os protagonistas dessas histórias geralmente são pessoas que vivem às margens dessa sociedade corrompida e que, em certo ponto, após provavelmente terem contribuído com ele por um tempo, decidem se rebelar contra esse sistema desumano usando o que têm a dispor: a própria tecnologia. O Cyberpunk também explora temas filosóficos mais modernos como a relação entre o homem e a máquina e onde é definido o limite entre eles.


Exemplos de obras Cyberpunk: Akira (mangá/filme), Blade Runner (filme), Ergo Proxy (anime), Ghost in the Shell (mangá/filmes), Matrix (filmes), Neuromancer (livro), Serial Experiments Lain (anime), Watch Dogs (jogo).


Biopunk




É uma derivação do Cyberpunk, tendo muitos de seus elementos retirados deste, incluindo os temas envolvendo o abuso de poder por parte de megacorporações, desigualdade social, desvalorização da vida humana e um futuro sombrio. Contudo, ao contrário do Cyberpunk, o foco não é a tecnologia da informação, mas sim a manipulação da tecnologia sintética. O Biopunk geralmente retrata a luta de indivíduos ou grupos, muitas vezes produtos de experimentos humanos, contra um cenário tipicamente distópico em que governos totalitários e/ou megacorporações abusam da biotecnologia como meio de controle social e geração de lucro. Diferente de como acontece nas ficções pós-cyberpunk, indivíduos são modificados e controlados não pela cibernética, mas sim por manipulação genética. Uma característica comum na ficção biopunk é o termo “clínica negra”, que é um laboratório, clínica ou hospital que realiza modificações biológicas ou procedimentos de engenharia genética de forma ilegal, não regulada ou eticamente duvidosa. O Biopunk explora os limites morais e éticos do poder do homem sobre a vida garantido através da ciência e o valor dela diante da ganância humana.

Exemplos de obras Biopunk: BioShock (jogos), Elfen Lied (anime), Gattaca (filme), Repo Men (filme), Resident Evil (jogos/filmes).

Steampunk




O Steampunk apresenta um mundo radicalmente diferente daquele apresentado no Cyberpunk. Nele, há uma mistura de elementos tanto do passado quanto do futuro, por vezes sob o contexto de uma história alternativa. A tecnologia apresentada nessas histórias, apesar de ter formas atuais, é fundamentada nos maquinários à base de vapor da época da revolução industrial. Existem vários cenários em que uma história Steampunk possa se passar, variando entre mundos fantasiosos cheios de criaturas fantásticas e magia até aqueles que refletem épocas da história humana, como a vitoriana, também podendo retratar futuros pós-apocalípticos. Os temas tratados nesse subgênero são diversos, pois ele não é tão voltado a questões sociais e filosóficas quanto os outros, dando mais ênfase ao valor estético e estilístico, mas por vezes eles podem refletir problemas e dificuldades encontrados na época da revolução industrial e/ou vitoriana.

Exemplos de obras Steampunk: A Liga Extraordinária (romance gráfico/filme), Atlantis: O Reino Perdido (filme), 9 (filme).

Dieselpunk




O Dieselpunk é um dos subgêneros mais novos desse grupo e é similar ao Steampunk no que mistura elementos do passado com aspectos de uma tecnologia retrofuturista. Contudo, em vez de ser baseado na tecnologia movida a vapor da época da revolução industrial como no Steampunk, o Dieselpunk inspira-se na tecnologia movida a diesel vinda do período entre as duas guerras mundiais. Uma das maiores diferenças entre o Dieselpunk e o Steampunk é que, enquanto o Steampunk tem como base o avanço da tecnologia e geração de energia feito durante o período da industrialização, o Dieselpunk foca-se mais nas influências culturais e tecnológicas causadas no período das guerras mundiais, também podendo explorar o impacto sociológico feito por essa época de enorme avanço tecnológico.

Exemplos de obras Dieselpunk: Brazil (filme), Capitão Sky e O Mundo de Amanhã (filme), Cidade das Sombras (filme).

* * *

Então é isso, creio que existam mais subgêneros nesse mesmo estilo, mas decidi cobrir apenas aqueles mais importantes e influentes na cultura popular. Enfim, espero que este post tenha lhe dado alguma ideia para alguma história, ou no mínimo lhe apresentado algumas obras desses subgêneros. Caso tenha decidido escrever algo baseado neles, lembre-se que, mais do que subgêneros, esses são cenários que podem ser usados como palco para uma infinidade de histórias, então tente não se prender a uma mesma fórmula pré-determinada. No mais, até nossa próxima matéria!

Um comentário:

  1. Ótima matéria, ótimo tema!
    Embora seja um tema já utilizado há tanto tempo nunca deixara de ser atual,a menos que nos exterminemos kkk.
    Dada a nossa evolução tecnológica sempre há espaço para nossa imaginação viajar em diversas possibilidades.
    Em particular também adoro a musica que surgiu influenciada pelo tema.
    Sou novo por aqui, mas que grata surpresa encontrar o blog de vocês.

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