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quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Tempo na Narrativa: O que se passa e o que já passou!



Boa noite!

Sou eu, Tany, e vim plagiar o Goku na cara dura trazer mais uma postagem importante para vocês, autores feronas!

Existem vários elementos que compõem o texto narrativo: tempo, enredo, espaço e personagens. É preciso pensar com calma e cuidado em cada um desses elementos antes de começar a escrever. Falarei de cada um deles futuramente, mas hoje o assunto é o primeiro desses elementos. O tempo.

O tempo tem um papel imprescindível na narrativa, sua função é situar o leitor na história, ajudando-o a se situar de todos os fatos que acontecem ou aconteceram. O tempo pode ser tanto real quanto o tempo que a personagem percebe.

Essa postagem trata de tempo narrativo e verbal em uma história! Então acertem os relógios, preparem suas conjugações e concordâncias e vamos nessa!



O tempo na narrativa é crucial, pois marca o período cronológico do início ao fim da história, em outras palavras, o período em que a história se desenvolve. Existem diferentes tipos de tempos narrativos: o tempo do narrador e o tempo da ação, que podem ser o mesmo; e o tempo dos romances. Nesse último, há dois tipos fundamentais de tempo da história: o cronológico e o psicológico.



Vamos por ordem: Tempo do narrador e o tempo da ação. O que são? Como são feitos? O que influenciam? Onde vivem? Essa sexta, no globo repórter!

O tempo do narrador, como o próprio nome já diz, é o tempo do qual o narrador conta a história. Quando o narrador estiver decidido, logo em seguida você deve se perguntar: de qual tempo ele estará narrando? Será um narrador em primeira pessoa que contará os fatos que aconteceu com ele? Ou será um narrador onipresente em terceira pessoa que apenas nos diz tudo que está acontecendo em tempo real?

O tempo da ação, da mesma forma, é o tempo em que a ação acontece. A ação está acontecendo ou já acabou?

Como podem ver, quando você responder um desses dois itens, terá a resposta para o outro no mesmo segundo. Não é complicado, apenas exige planejamento e coerência. Coerência, como assim, Tany? Explicarei mais a frente!

Seguindo como bonde, vamos falar de tempo cronológico e tempo psicológico!

Tempo cronológico é o tempo com qual todos estamos acostumados, que segue linearmente, segundos que se passam e transformam-se em minutos, minutos então viram horas, horas viram dias, dias tornam-se semanas, semanas evoluem para meses, e meses juntam um ano. E assim vai. Esse é um tempo objetivo, óbvio até para os leitores mais desatentos. No tempo cronológico, os fatos podem se apresentar no momento em que acontece (tempo presente) ou após já terem ocorrido (tempo passado). Também é possível entremear passado e presente por meio de flashbacks. Quase todas as histórias que vocês leem utilizam o tempo cronológico, e estou para encontrar uma light novel que não o uso ainda.



Tempo psicológico é o contrário do cronológico. Enquanto o acima segue um raciocínio linear, esse aqui não mantém qualquer relação com o tempo, ele reflete o interior da personagem e pode ser alongado ou encurtado segundo o estado de espírito em que ela se encontre, variando de pessoa para pessoa. O tempo psicológico é mais utilizado em flashbacks dentro do tempo cronológico. Um exemplo de livro com tempo psicológico é "O Olho de Vidro do Meu Avó" de Bartolomeu Campos de Queiros.

Boku dake ga Inai Machi não é um exemplo de tempo psicológico, mas essa abertura era muito boa, vocês precisam concordar!

Explicados os tempos da narrativa, vamos falar sobre a coerência temporal na narrativa. Mas o que raios é isso, você me pergunta, enquanto ignora que há um dicionário a sua disposição, caro autor-kun?

Vou usar um termo que a sua professora do ensino fundamental quis que você aprendesse a todo custo, mas você não deu ouvido a ela e continuou escrevendo como a Chaika: concordância. Sendo mais clara, concordância temporal.

E aposto que você está pensando "como assim?" com um grande ponto de interrogação em cima da cabeça.

Um problema que me incomoda horrores em vocês, feronas e ferinhas que escrevem, é a falta de concordância/coerência temporal. Mas o que seria isso, vocês insistem em saber e eu não respondi ainda. Muito bem, concordância temporal é utilizar um único tempo verbal e não ficar se alterando sem necessidade.

Quais seriam os tempos verbais utilizados? Se você não souber, eu recomendo voltar pro ensino médio. Mas como sou tão piedosa quanto o Deus da Luz, explicarei para você. Existem dois tempos verbais que podem ser utilizados na narrativa:
  • Passado ou pretérito: Coisas que já se foram.
  • Presente: Coisas que estão acontecendo.

Ok, beleza, sabemos os tempos. Mas por que a Tany está nos explicando isso mesmo? Porque, querido ferona que ainda não entendeu que porque junto é pra resposta e separado é pra pergunta, vocês ficam alternando entre passado e presente o tempo todo! E deveria ser óbvio que não pode fazer isso!


Em suma, porque esse post está gigantesco, senão eu ficaria falando mais um bom tempo sobre tempos verbais e como vocês erram eles o tempo todo, você deve decidir se sua história será narrada no presente e no futuro. Aqui vai algumas dicas para cada tipo de tempo:
  • Passado: tudo deve ser descrito no passado, nada no presente, apenas alguns detalhes referentes a coisas que não mudaram mesmo com o final da história, mesmo assim, não é errado narrá-los no passado, portanto eu recomendo utilizar esse tempo na maioria das vezes, ele é mais uniforme que o debaixo. O bom de utilizar o tempo passado é que ele permite que você brinque com as informações que mostra ao leitor, pois sua personagem as recebeu antes do dito cujo.
  • Presente: tudo que está acontecendo deve ser escrito no presente, acontecimentos posteriores que levaram para a situação atual devem ser narrados no passado, mas sempre deixando claro que são antes da cena atual. Você precisa estar ciente de que nesse tempo, a personagem principal e o leitor recebem as informações ao mesmo tempo. É um tempo mais complicado e exige muito cuidado do autor, e remédio de dor de cabeça para o revisor.

Sinceramente, eu recomendo que vocês usem o passado, é mais fácil de trabalhar e uniforme que o presente, deixar sua história no presente parece legal a primeira vistas, mas cria inúmeras limitações para sua história.

E é isso, feronas, essa foi mais uma postagem imensa da Tany, nos vemos na próxima!

Mas antes de ir embora, como é uma postagem de temática temporal, não poderia faltar...


ZA WARUDO! TOKI WO TOMARE!
Um dia eu termino a Parte 3 de Jojo, eu juro...

Um comentário:

  1. Arigatou! *---* Eu estava tão perdida... Eu tenho boas ideias consigo fazer tudo, mas eu sempre empaco nessa questão. (Eu sou do fundamental \°/ Yay!) Eu trabalhei tão duro que li todos os dicionários da minha escola, É bom procurar e achar blog's como esse ^^ Continue se esforçando.

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