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domingo, 31 de janeiro de 2016

MLN Recomenda - Filme: Mais Estranho que a Ficção!




Estranhou o nome do post? Calma, não é motivo para alarde! Este será o novo — e primeiro — quadro mensal fixo do blog, chamado carinhosamente de “My Light Novel Recomenda”. Curioso para saber qual é a dessa postagem? Então, vamos lá.

Primeiramente, o MLN Recomenda procurará ajudar você, caro escritor, em seu processo criativo.
“Mas isso todos os posts já fazem, todos eles me ajudam a melhorar minha escrita e...” Epa, epa, epa.

Eu falei de processo criativo, não de aprimoramento de escrita. Resumidamente, processo criativo é o nome dado a linha de pensamento que você segue desde o estopim inicial da ideia até o momento de escrevê-la e colocá-la em prática. É justamente para te ajudar a fazer personagens melhores, narrativas melhores, e plot-twists mirabolantes, que esse quadro foi criado, pois aqui você verá, através de exemplos dos mais diversos (livros, animes, mangás, filmes, e canais do YouTube), soluções ou alternativas para complementar seu estilo.
Sem mais delongas, vamos à recomendação do mês:


(Mais Estranho que a Ficção – Stranger than Fiction, comédia dramática, 2006)

Resenha


O filme, em sua essência, é uma obra de arte complexa para os amantes da escrita. Nossos personagens principais são: Harold Crick, funcionário de Receita Federal, e Karen Eiffel, uma escritora que convive com o bloqueio criativo há dez anos. Contudo, Harold não é mais uma pessoa comum no meio da multidão: ele é o personagem principal de sua própria história.
As cenas iniciais tratam de mostrar a rotina do protagonista, desde quando ele acorda até quando vai dormir. Até então, seu melhor companheiro era seu relógio de pulso, que o avisava de tudo o que iria acontecer no seu pacato dia. Entretanto, uma voz, repentinamente, começa a falar em sua cabeça a cada ação que executa. Até que, em certo momento, ele fica sabendo através dessa voz, que logo irá morrer.

A narrativa vai se desenrolando e, aos poucos, somos apresentados à segunda personagem principal, nossa querida e esquisita Karen. Como todo bom escritor, ela tem seus momentos estranhos. Para citar um deles, nas partes finais do filme, a mesma se dirige a um hospital e pergunta onde pode ver pessoas que não vão viver mais, que estão sem esperança de vida... Tudo isso para uma das enfermeiras. É um tanto quanto cômico ver a reação da mulher, como se pensasse “filha, fala baixo, o pessoal aqui quer viver, tá sabendo? Se quer ver gente morta, vai no cemitério”, afinal, se trata de uma comédia dramática.

O filme em si é uma reflexão de assuntos comuns no mundo da Literatura, como o medo e a aceitação da morte, a rapidez com que a vida passa e, se você se envolver muito, conseguirá ver que ele também fala sobre a nossa relação com os personagens dos livros.

"E o que isso tem a ver com literatura, Vong?”


Tente ver com outros olhos tudo o que foi dito até agora. Não é necessário ter um olhar clínico para perceber o quão importantes são os questionamentos banais evidenciados no filme.

Harold cresce de modo exponencial desde o início até o final dele. Notamos como sua visão de mundo monocromática e pragmática muda para algo colorido, afinal, ele finalmente teve um motivo para viver.

É necessário deixar seus preconceitos de lado quando examina-se a vida de Karen. Uma mulher que vive da escrita e tem seus momentos de glória e decadência a cada novo livro lançado. Isso me lembra a vida de um autor iniciante que, mediante a críticas das mais variadas espécies, pensa em desistir sempre que recebe um "não está bom". Seu hábito de fumar é apenas uma desculpa para fugir do mundo cheio de editores pedindo que acabe logo seu maldito livro porque querem ganhar dinheiro! Podemos comparar essa situação à nossa, quando um amigo nos diz que estamos loucos - a propósito, o quarto da Karen é todo branco, como um sanatório - por nos envolvermos tanto com um personagem a ponto de chorar com sua morte, seja ela escrita por nós ou não.

O personagem principal em sua fase inicial era o típico herói que vivia em seu mundinho fechado, sem conhecer gente nova ou nada do gênero: apenas aceitava viver daquela maneira. E está aí outro questionamento que pode ser feito. Por que você aceita viver sem se importar ou sem querer mudar? Por que, simplesmente, vira as costas quando precisam de você, com a desculpa de estar em um patamar mais elevado, ou, quem sabe, dizer que sua vida está estável o suficiente para estragá-la de uma hora para outra?

Conforme a história avança, vemos seu crescimento, através das motivações e críticas que recebe das pessoas a sua volta. Sua personalidade, antes antipática e comum, se torna alegre e viva. As relações com os outros personagens, antes estritamente profissionais, se tornam humanas. Este é o poder dos personagens: mudar-se uns aos outros.

Além destas mensagens, podemos notar também que estamos presos por nós mesmos. Karen, ao escrever a história de Harold, dita tudo o que ele faz, como as pessoas fazem umas as outras, mesmo sem perceberem. É o que estou fazendo agora, por exemplo, forçando-te psicologicamente a assistir esse filme.

Como considerações finais, posso dizer que o filme tem uma proposta muito interessante, mas poderia ter sido melhor desenvolvida no final. As coisas acontecem em um ritmo acelerado e tudo muda sem um motivo concreto.

"Mais Estranho que a Ficção" é um filme para quem quer refletir sobre os acontecimentos a sua volta e sua importância em nossa própria vida. É também um filme que aborda a ética de maneira simples e concisa. É um filme que mostra a face oculta de um escritor.

No final, é um filme que vai muito além da ficção.

Por isso, fiquem com a cena final e aproveitem para pensar sobre as questões nela abordadas.




Vejo vocês na próxima! 
Até mais.

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