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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Quatro dicas importantes para bons diálogos

     Boa tarde, ferinha e ferona! Cá estamos nós com mais uma postagem para ajudar você a tornar aquela ideia genial em uma verdadeira light novel de sucesso... ou não, não é para tanto.

      Mas, como vocês adoram vir aqui para dicas, hoje vamos falar de algo muito importante para o bom desenvolvimento de qualquer obra literária, não somente light novels: diálogos.

     Hoje vamos aprender dicas importantíssimas para o bom desenvolvimento de um diálogo. Portanto, pegue seus clichês, seus personagens genéricos, suas ideias que obviamente já foram usadas antes e prepare-se para revisar se está tudo funcionando como deveria!

     Nós já falamos de diálogos em algumas postagens antes (que você pode conferir clicando aqui e aqui), bons diálogos tornam até as novels mais clichês em algo interessante. Diálogos nos permitem muitas coisas, não somente "ler" as falas dos personagens. 

Primeira dica: seus diálogos devem mostrar mais e contar menos

     Diálogos nada mais são do que um recurso para contar a história. E, como tal, eles possuem funções claras. Precisam exercer um papel e não somente estar lá no seu capítulo por estar.

     Primeiramente, os diálogos são uma forma de avançar na narrativa. Nenhum diálogo deve existir sem avançar em algum ponto a trama, nem que de forma sutil. Se dois personagens começam a falar um com o outro e nenhuma informação relevante sai disso, eles não tiveram um diálogo, tiveram uma conversa. Conversas não avançam a trama, sua novel não deve ter conversas, deve ter apenas diálogos.

     Além de avançar a trama, diálogos devem realizar uma ação interna. Mas o que seria isso? Seria mostrar o interior dos personagens: seus pensamentos, sentimentos, estado de espírito, gostos, vontades, motivações. A menor e mais sutil das escolhas nos diálogos pode mostrar muito mais do personagem do que uma narração explanando tudo.

     É por meio dos diálogos que o leitor deve perceber o que o personagem sente, sem que o narrador veja a necessidade de explicar isso. Em vez de colocar seus personagens falando algo e depois um dicendi como "disse, cansada", tente passar essa ideia somente pelo diálogo. Uma fala "não aguento dar mais nenhum passo, apenas me deixe falecer em algum canto" diz mais sobre uma pessoa cansada de andar do que um "- estou cansado - disse ele, exausto". 

     São pequenos detalhes da personalidade e da forma que o personagem enxerga o mundo que devem ser passados por meio dos diálogos. Voltamos ao "mostre, não conte". Um bom diálogo mostra mais sobre a história do que a narração.

Segunda dica: diálogos precisam ter ritmo

     Já falamos sobre ritmo narrativo e como ele pode incrementar sua novel, mas você sabia que diálogos também precisam de ritmo?

     Vamos pensar no que é um diálogo, são duas ou mais pessoas conversando, uma troca não somente de informações e opiniões como também uma troca de ações e reações. Se você diz que acha Suzumiya Haruhi ruim, eu respondo com um "diálogo" na sua cara. 

     Diálogos devem sempre provocar uma tensão em direção a um clímax.

     Diálogos são ações e reações que vão intensificando a cena, crescendo em direção ao ponto máximo, o clímax, o ponto de virada. Produza seus diálogos tendo em vista qual será o clímax dele e como você deve chegar a eles sem torná-los tediosos ou arrastados. Em vez de ficar quatro páginas fazendo os personagens explicarem tudo, escolha um ponto de partida que permita que o clímax chegue rápido e de forma eficaz para manter o leitor atento. 

     O bom diálogo é econômico: expressa o máximo com o mínimo de palavras. 

Terceira dica: caracterização

     Pessoas falam da mesma forma? Não. Eu não falo que nem o Vong, que não fala que nem o Kyn, que não fala que nem o Hikaru Konran, que não fala que nem o Sagami Riku e por aí vai. O Brayan de Estrela Morta não fala da mesma forma que a Hikari de Kaii. O Gustavo de Herdeiros não fala da mesma forma que o Natto de Knight's Selection.

     É um tanto óbvio, mas as pessoas falam de formas diferentes. E essas diferenças mostram muito sobre nós. 

     Diálogos iguais são ruins. Seus personagens não devem falar da mesma forma. Pode parecer difícil, mas os mínimos detalhes para diferenciá-los importam. É fácil tentarmos fazer com que nossos personagens falem todos iguais a nós, mas devemos levar em conta de que eles não somos nós. Nós não somos os nossos personagens, eles são pessoas - por mais que fictícias - distintas e com suas próprias diferenças que devem estar presentes na forma que se portam e falam.

     Bons diálogos trazem falas específicas que nos ajudam a definir os personagens. Por isso, antes de criar os diálogos, é importante conhecer bem seus próprios personagens. As palavras que eles usam, como eles as usam, refletem as condições sociais, econômicas, culturais e muito mais.

     Seus personagens devem demonstrar vida por meio dos diálogos.

Quarta dica: verossimilhança

     Muitos entendem a verossimilhança como apenas uma forma de tornar as histórias mais críveis para a nossa realidade. No entanto, há mais para ela do que isso. Existe, obviamente, o fator de tornar uma história mais crível, para não quebrar o clima da leitura. Nada de colocar japoneses comendo coxinha no meio da Índia e jogando pelada depois... não sem um bom motivo ao menos. 

     A linguagem usada pelos personagens deve soar autêntica dentro da ambientação em que estão e verdadeira para eles mesmos. Voltamos a parte de conhecer bem seus personagens. Na situação em que estão, eles falariam daquela forma? Isso faz sentido para eles nesse momento? São várias coisas que você deve levar em conta antes de fazer os personagens abrirem a boca.

     Como um delinquente falaria? Como a diretora de uma renomada faculdade falaria? Como uma deusa falaria com um jovem antes de enviá-lo para outro mundo?

     Um diálogo inverossímil faz com que o leitor deixe de acreditar no que está lendo. Você quebra a expectativa do pior jeito possível e acaba com a relação de leitura que sua obra poderia criar com ele.

     Um diálogo ruim, uma narração ruim - qualquer recurso mal empregado no texto - faz com que o leitor se sinta expulso. Quando estamos diante de um bom texto, perdemos a noção de que estamos lendo um texto e nos sentimos parte daquilo.

E isso é tudo por hoje! Comentários são sempre bem-vindos, dúvidas, sugestões, observações são sempre aceitas! Se desejarem, podem também entrar em nosso servidor do discord para conversar conosco ou demais feronas.

Um comentário:

  1. Gosto de pensar nos diálogos como uma espécie de "grude". Depois de elaborada a trama, desenvolvido os encalços e percalços, e tudo mais para o desenvolvimento da história, os diálogos servirão de elos de ligação, unindo cada um dos pontos de virada da história.
    Então se a sua ideia é a de uma galinha que tem por objetivo vencer o galo Pena de Chumbo, tornando-se a primeira galinha-chefe da Vila Pão de Queijo, é preciso construir diálogos que validem os acontecimentos de forma coerente.

    Ótimas dicas, como sempre.

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