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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Como evitar furos de roteiro - Parte 2

E estamos de volta com a segunda parte da postagem de "Como evitar furos de roteiro"! Se você ainda não leu a primeira parte, dê um pulo ali do lado: há algumas definições importantes por lá. Hoje, vamos conversar sobre duas perguntas importantes para se fazer no planejamento de sua história. Se ficou curioso, então basta Ler Mais!




Você sabe onde sua história vai terminar?

Uma das perguntas mais sérias (e clássicas) que podem ser feitas no planejamento de qualquer história é: onde tudo isso irá acabar? Muitos escritores, inclusive, têm a ideia para suas histórias pensando-as ao contrário. Ou seja, o evento final acaba desenrolando o desenvolvimento dos acontecimentos cada vez mais anteriores. Afinal de contas, narrativas são feitas para se chegar em algum lugar - e nada melhor do que começar pensando nesse lugar.

Primeiro, é preciso entender que o começo e o final da narrativa não são partes separadas, mas elementos que fazem parte de um todo. O início da história pergunta. O final da história responde. O início da história mostra as peças. O final da história mostra como tudo se encaixou. Em síntese, a ideia é que tudo o que aconteça na história também contribua, de alguma forma, para o Clímax: como um grande carretel que vai se desenrolando e preparando o leitor para o final inevitável. 

Quando não sabemos onde, quando, como, por quê e por quem a história chegará ao fim, nada de ruim costuma acontecer no desenvolvimento da narrativa - até chegar no Clímax. É nesse ponto em que o autor percebe que alguma coisa importante deveria ter acontecido antes para que esses eventos do clímax façam mais sentido. Talvez um personagem devesse ter morrido, uma relação deveria ter começado, um romance deveria ter sido estabelecido ou as regras do seu mundo deveriam ter sido revistas: porque elas estão impedindo o final que você pensou de acontecer. 

Claro, não é necessário planejar cada detalhe de cada lugar da narrativa. Muitas vezes, o autor não tem controle sobre algum elemento da história, seja porque prefere assim ou porque o detalhe não importa tanto. As revisões são sempre necessárias para que os pontos se liguem e a história fique coesa. Mas quando entendemos o fim (e os requisitos para ele), fica muito mais fácil começar e continuar a escrever. 

Para evitar furos de roteiro ligados ao fim da história, se pergunte:


Como o início da história se liga com o fim?

O que precisa acontecer para seu final fazer sentido?



Qual é o jeito mais simples de construir seus personagens?

Muitas vezes, autores tendem a criar a história dos personagens de acordo com um rascunho básico de suas características e cenas imaginadas, os quais primeiramente parecem super legais. Eles imaginam os personagens fazendo coisas que parecem estar de acordo com suas características básicas e está tudo certo. Até eles perceberem que o personagem está... agindo diferente.

As situações desenvolvidas durante a narrativa naturalmente pedem por uma mudança de comportamento dos personagens que, dependendo de como o autor (não) planejou a narrativa, parecem injustificadas. O mais comum é que o autor mude ou acrescente partes da história pessoal do personagem à medida que ele vai se tornando diferente. O mesmo pode acontecer para eventos, como consequências do uso de magia ou sistemas políticos imaginados. Antes que dê para perceber, uma história boa e simples acaba se tornando uma história ruim e complicada.

Complicada, não complexa. O que os personagens fazem e a razão de eles fazerem isso deve sempre ser o mais simples possível, do nível que você pode explicá-los em uma ou duas frases. 

Se a sua história saiu de controle e você já não consegue pensar em motivos, explicações e justificativas, provavelmente algum furo de roteiro já aconteceu ou acontecerá. Um evento ou atitude não explicados/mostrados pode afetar toda a lógica do mundo e, consequentemente, afetar diretamente as regras que deveriam organizá-lo. Portanto, eu te sugiro um exercício:

Resuma o desenvolvimento e as motivações dos seus personagens em, no máximo, duas linhas. Se ficou maior do que isso, você tem dois caminhos:

1. Sua história está se tornando complicada. Se for esse o caso, reveja o planejamento dos eventos e simplifique-os, mantendo sua complexidade;

2. Você não consegue resumir sua história. Toda história parte de uma premissa que deve ser conhecida. Se você não consegue sintetizar isso, repense no quão claro você sabe sobre o quê está escrevendo.



Por hoje é só. Espero que nossa pequena série de postagens tenha sido esclarecedora e ajudado vocês de alguma maneira. Dúvidas, questionamentos e sugestões podem ser colocados no campo dos comentários. Vejo vocês em breve.

Até mais!

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