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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Novos jeitos de gerar novas ideias

   

  Por mais que "ter ideias" pareça simples no papel, a prática mostra algo totalmente diferente. Nem sempre é fácil chegar em um conceito complexo, em um mundo fantástico, em um mistério perfeito ou em uma cena bonita. Na verdade, dependendo do que o escritor precisa (ou acha que precisa), pode-se até mesmo entrar em bloqueios criativos, desistir de sua obra... Ou chegar em uma ideia ainda melhor, mesmo que muito tempo se passe.

    Mas nós não temos todo o tempo do mundo para gastar em uma ideia. É para isso que podemos pegar um atalho: o brainstorming. A tempestade de ideias pode parecer muito simples no começo, mas algumas modificações nessa técnica podem te fazer chegar em ótimas ideias  e é justamente isso que veremos na postagem de hoje.




brainstorming


     Escritores precisam pensar em várias coisas, além de sua vida fora da escrita. Precisam pensar no mundo que vão criar, nos personagens que viverão por lá, no desenvolvimento desses personagens, na profundidade da narrativa, no estilo das descrições, na voz de cada personagem e por aí vai.  Tudo isso são ideias. Ou melhor, surgem de ideias e experiências que o escritor teve até então. 

    A mistura de suas experiências e seus gostos pessoais em um curto período de tempo altamente produtivo é o que a gente chama de brainstorm  a tal da tempestade de ideias. Fazer brainstorming é basicamente ter várias ideias de uma vez, sem se importar muito com a qualidade geral delas. Apenas escreva e depois selecione as que achar melhor. Entretanto, é sempre bom lembrar que o brainstorm não é uma ferramenta para montar enredos, mas um modo mais abrangente de se chegar a um conceito geral. O brainstorm te ajuda a chegar em no núcleo da ideia; o desenvolvimento fica por sua conta.

    Porém, se seus métodos de brainstorm não andam bem das pernas atualmente, talvez você precise de uma ajudinha.


seja uma criança de 6 anos (método "E se?")


    Todos que já conviveram com uma criança nessa faixa etária sabem muito bem o que ela mais faz: ela pergunta. Incessantemente. Sobre qualquer coisa que ela acha legal. Por quê? Onde? Quando? Quem? Como? Mas a pergunta mais criativa delas talvez seja o "E se..?".

    A pergunta de "E se..?" é o coração das narrativas. Aqui no MLN, nós temos:


    E se um estudante qualquer descobrisse uma escola de magia por acaso?

    E se um menino fosse recrutado pelo criminoso mais perigoso do mundo?

    E se um objeto ganhasse vida após cem anos de uso?


    Perceba como várias histórias começam com seu próprio "E se?". Crie uma lista com vários conceitos que você acha legais e pense nas possibilidades de seus desdobramentos. Uma vez que você tenha escrito várias dessas ideias (muitas delas sem pé-nem-cabeça), tente combiná-las. Crie novas possibilidades com as perguntas que você desenvolveu - qual a combinação mais engraçada, dramática, fantasiosa? 

Qual combinação você mais gostaria de escrever?


trabalhando com emoções 


    Pensar a narrativa a partir de pontos de conflito e tensão pode ser uma boa pedida. Afinal de contas, os leitores passam a investir emocionalmente na história se conseguirem se importar com o que está sendo apresentado: e o oposto também é verdadeiro. Os leitores podem passar a se importar com sua história a partir das emoções que forem mobilizadas durante a leitura.
    
     Crie uma listinha com a situações que poderiam despertar as emoções que você gostaria que sua história tivesse. Pense sobre o que poderia levar à alegria, tristeza, medo, inveja e assim por diante. Quando sua lista estiver completa, tente combinar essas ideias de maneira coerente, criando quase uma linha do tempo de emoções que conversa com o tema geral da sua narrativa.
   
    Por exemplo: se você fica feliz ao ficar sozinho e se cansa fácil com situações sociais, você já tem duas emoções e situações (felicidade-solidão; cansaço-socialização). A partir de então, pode-se pensar em vários cenários possíveis, como uma sociedade futurística em que certas pessoas se tornam combustível de felicidade para as outras enquanto estão em completa solidão, alimentando cidades que vivem em uma utopia totalmente imaginária... E um personagem principal que seria o oposto disso, iniciando uma rebelião no sistema?


usando suas inspirações


    Todos nós somos influenciados por algum tipo de arte: histórias em quadrinhos, filmes, músicas, RPGs e, claro, livros. Todas essas formas de arte ajudam a criar nossa Voz de Escritor, assim como têm um papel fundamental na construção de nossos próprios gostos e interesses pessoais. A ideia aqui é termos consciência e buscarmos ativamente pelas razões de tais obras terem tanto impacto em nós.

    Reserve um tempo do(s) seu(s) dia(s) para criar uma lista das suas maiores influências artísticas. Vale qualquer mídia, fique livre para pensar sobre isso. Pense sobre as histórias que mais gostou, que mais te marcaram, que tiveram os momentos mais memoráveis. Ou que tiveram os personagens mais humanos. O enredo mais complexo. As descrições mais imersivas. Os diálogos mais verossímeis. Qualquer que seja o critério que você tenha se afeiçoado mais.

    Uma vez que tenha especificado os fatores que mais te agradam nas suas obras favoritas, brinque com os elementos presentes. E se você pegasse a caracterização de personagens de uma obra e combinasse com o enredo da outra? Veja quais são as ideias que mais te atraem e se desafie a criar novas histórias a partir delas.




E por hoje é só! Ficou alguma dúvida? Deseja complementar alguma categoria ou sugerir novos modos de fazer brainstormings? O campo dos comentários está livre para você fazer isso: lembrando sempre de ser respeitoso (a) com a staff e os colegas escritores. Vejo vocês na próxima postagem!


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