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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Escrevendo prólogos


Prólogos. Os famigerados prólogos. Todo escritor quer fazer um, mas poucos são aqueles que conseguem fazer um bom. E essa estatística fica ainda menor quando pensamos nos autores que fazem bons prólogos e ainda sabem para que ele serve. E menor ainda para quem sabe que sua história, talvez, não precise de um prólogo. Espera, uma história sem prólogo?
Por mais inacreditável que possa parecer, existem ótimas histórias que não precisam de prólogos. Na postagem de hoje, vamos ver o que os prólogos podem fazer e o que, definitivamente, eles não deveriam fazer. Se ficou curioso, basta Ler Mais!




O que fazer


Em poucas palavras, prólogo é um elemento textual separado da história principal que se encontra no começo da obra literária, antes do primeiro capítulo. Por definição, o prólogo precisa introduzir informações importantes que apresentem alguma conexão com a história principal, mas que não sejam parte dela. Ao contrário, a importância do prólogo só deve ser descoberta com o passar dos capítulos. Desdobrando essa ideia, podemos pensar algumas coisas. 

Primeiro: prólogos apresentam informações que os personagens (ainda) não possuem. Como consequência disso, o leitor poderá ficar ainda mais engajado, curioso para entender como aquela informação se encaixará no enredo geral. Normalmente, tal informação diz respeito aos personagens principais, seus entes queridos e eventos importantes de suas vidas.

Segundo: prólogos servem como ferramenta de foreshadowing (logo mais, uma postagem sobre isso). Já que os prólogos antecipam uma informação que fará mais sentido no decorrer da leitura, também podem ser úteis para quem deseja plantar a sementinha do suspense e da discórdia logo no início da história.

Terceiro: prólogos podem mostrar eventos importantes, mas que ainda são desconhecidos ao personagem principal. Não, isso não significa que a Criação do seu Mundo deva ser incluída aqui: a não ser que ela tenha conexão direta com seu personagem principal e o início de sua jornada, você não deve incluir a Criação no prólogo — o que é verdade para cerca de 99% dos casos. Porém, caso o estopim da sua história seja desconhecido ao seu personagem principal, ao menos no começo da história, pode ser uma boa pedida mostrá-lo já nas primeiras páginas.

Quarto: prólogos também servem para mostrar o tom da sua história. Se o prólogo for divertido, sinal que a história será cômica. Se ele tiver uma aura de mistério, a história muito provavelmente será de mistério também. Então, nada de fazer prólogos que enganam o leitor. Lembre-se que eles são elementos separados da história principal, não elementos separados do seu livro.

Agora que já que falamos do que um prólogo deve conter, vamos ver o que um prólogo não pode fazer.



O que não fazer


Não existem prólogos longos. Eles são um pedaço conciso de texto que serve de aquecimento para sua história — não uma história paralela por si só. Apesar de o prólogo servir como suporte à narrativa principal, é sempre bom lembrar que ele também deve ser interessante por si só. Por isso, pense em qual conflito relacionado à trama principal você quer mostrar e mostre-o.
Em segundo lugar, deixe para apresentar seu personagem principal dentro da história principal. Como o prólogo é uma estrutura separada da história em si, o personagem que você mostra nele será diferente do personagem do primeiro capítulo, então introduzir um personagem para mostrá-lo como outra pessoa no capítulo seguinte não faz sentido. Porém, caso queira, você pode falar do protagonista no seu prólogo: só tome cuidado com a quantidade de informações que você entregará. Se não pensar muito bem, poderá estragar todo o desenvolvimento do personagem logo na primeira página.
Por fim, lembre-se que os prólogos são aquecimentos para a história. Eles fornecem informações específicas e importantes que guiarão o leitor por toda a narrativa. Então, nada de ficar jogando informações à torto e à direita no seu prólogo também, porque ele não é um espaço privilegiado que você pode expor qualquer coisa sem pensar.

    Caso você escreva um prólogo que seja longo, tenha muita informação ou introduza um personagem, PARE agora mesmo. Reescreva-o. Se continuar difícil, pense novamente se sua história realmente precisa de um prólogo.

Escrevendo um prólogo 


Por fim, vamos revisar tudo o que vimos até agora. Ao escrever um prólogo,

  • Mostre algo relacionado ao (ou o próprio) personagem principal. Os eventos que acontecem aqui devem estar ligados com o protagonista. Porém, não se esqueça que a pessoa que seu protagonista é no prólogo não é a mesma que aparecerá no começo da história: então, sem introduções.
  • Dê dicas do futuro. Especialmente em narrativas de terror e mistério, prólogos podem dar dicas de personagens, locais e mistérios que aparecerão mais adiante. O prólogo pode até mesmo se passar muito tempo antes do começo da história — mas se conectar com ela quando ninguém estiver esperando.
  • Pense bem no que vai falar. É uma dica que vale para muitos contextos, mas é sempre bom recordar que prólogos não são depósitos de informação. O prólogo aquece o leitor, não joga um balde de água fria cheia de informação desnecessária. Ao escrever, se pergunte: o que o leitor realmente precisa saber antes de começar a ler minha história?

Curiosidade: Prólogo e prefácio


Antes de terminar a postagem, aqui vai uma explicação: prólogo e prefácio não são a mesma coisa. Como vimos, o prólogo é um texto com informações importantes conectadas à narrativa principal, localizado antes do primeiro capítulo. Por outro lado, o prefácio é um texto breve escrito pelo autor (ou por outra pessoa) com explicações sobre o conteúdo do livro, tendo um caráter mais opinativo do que narrativo.

Por hoje é isso. Se restou alguma dúvida, questão, questionamento, apontamento, complemento ou qualquer outra coisa; pode fazer uso do campo dos comentários — sempre com respeito à staff e aos demais colegas escritores. Nos vemos na próxima postagem!





 

7 comentários:

  1. Estou em dúvida se coloco um prólogo ou não na minha história. Ele se passaria no passado, mostrando um trauma do protagonista, mas percebi que eu podia mostar isso de outra maneira sem precisar de um prólogo. Pensei em fazer um paragrafo curto, logo no primeiro capítulo,que se passa em um pesadelo que o protagonista tem sobre a morte de uma amiga. Nos proximos capitulos eu vou revelando aos poucos os detalhes do passado dele. Achei que assim fica mais misterioso e interessante, mas ainda não tenho certeza.

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    1. Olá, Artthur! Obrigado pelo comentário.
      Pelo que você está me dizendo, a informação sobre o trauma do seu personagem não precisa ser colocada no prólogo. Ela pode parecer impactante para iniciar uma história, mas veja que o contrário é o mais provável: como o leitor já sabia disso antes dos outros personagens, a reação que os personagens teriam ao saber sobre o trauma do protagonista não seria tão impactante para esse leitor e, consequentemente, teriam menos importância para ele (mas isso não deveria acontecer!). Então, sugiro que deixe essa ideia de lado e passe a trabalhar com essa questão durante o desenrolar da própria história - uma dica em um diálogo ou em uma descrição pode prender muito mais a atenção do leitor do que uma informação mega importante passada, no início, de uma vez - quando ele sequer conhecia o personagem.
      Espero ter ajudado. Abraço!

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  2. Vi o prólogo de uma Novel japonesa onde em suma, explicava como o mundo, os seres humanos e as criaturas foram criados pelos deuses, começava até com "Era uma vez", e no fim, mencionava o protagonista sem revelar o nome dele. No meu prólogo, também explica a criação, mas de como foi criados a linhagem dos guerreiros sobre-humanos e o criador. Porém não mencionei os protagonistas ou uma situação no futuro que eles estejam. Está errado? Eu deveria mencionar o protagonista ou uma situação do futuro? Ou só a explicação de como funciona aquele mundo é o suficiente?

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    Respostas
    1. Olá, caro anônimo.
      Você não precisa copiar o prólogo de outra obra na sua história. E uma coisa que recomendamos muito é não tentar explicar a criação do seu universo no começo da história, isso mata nosso interesse na trama. Vá explicando sua lore aos poucos e com cuidado para não se tornar informação jogada. Você também não precisa explicar sobre o protagonista ou situação futura, não existe uma regra do que o prólogo deve ou não fazer, não é porque uma obra japonesa o faz que você deve copiar.
      No mais, recomendo a releitura da postagem e um tempo para repensar o que é realmente necessário no primeiro contato do leitor com a sua obra.

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    2. Na realidade, eu já tinha essa ideia de explicar a criação bem antes de achar essa novel, eu só fui atrás de uma história que pudesse sustentar minha ideia e que confirmasse que meu prólogo não seria o unico assim. Todavia, o prólogo não diz muita coisa. Por exemplo, é como a bíblia explicando como Deus criou Adão e Eva, e a reprodução da raça humana após isso, e só. Só que no meu universo esse Deus que veio a terra, tinha poderes e deu um pouco para os humanos. Isso vai instigar o leitor para que faça algumas perguntas do tipo: de onde esse Deus veio? Ele é um alienígena? Como ele é? E esses humanos que receberam esses poderes, como funciona esse poder? Do que são capazes? Quais os níveis? Como eles vivem na época que o universo vai escolher? Qual a visão dos seres humanos que não possuem esse poder em relação a eles?
      E durante a novel, as perguntas só irão aumentar, visto que há vários mistérios ao redor dos protagonistas.

      O que vocês acham?

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    3. Olá novamente, caro anônimo!
      Recomendamos que não torne o seu prólogo um começo de bíblia, pois não será todo leitor que vai se interessar por ler "e no começo não havia nada". Muitos de nós se interessam mais por ver uma história acontecer do que realmente querer conhecer o mundo primeiro, de forma que, como você precisa ganhar o leitor com o primeiro capítulo, recomendo que tente usar a tática de mostrar primeiro e contar depois sobre sua lore. Mostre no que seu mundo é especial para depois explicar o motivo de ele ser especial. Como a postagem explica, evite ficar jogando muita informação de cara para o leitor digerir sem nem conhecer ou se importar com a trama.

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  3. Escrevi todo o primeiro capítulo da minha história e chamei ele de prólogo, agora vejo que ele realmente é um capítulo introdutório, considerando que o capítulo seguinte é uma continuação direta dos eventos dele. Acho que vou mantê-lo como capítulo 1 e não ter um prólogo na minha história.

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